domingo, 28 de dezembro de 2014

domingo, 15 de setembro de 2013

Festa de Nª Sª da Ajuda

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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Igreja Matriz de Espinho



































Igreja Paroquial dedicada a Nossa Senhora da Ajuda, a Igreja Matriz de Espinho é um templo que veio substituir a antiga Capela da Praça Nova, numa área que foi invadida pelo mar. É uma obra moderna da responsabilidade do arquiteto Adães Bermudes, iniciada em 1930 sob a vigência do Padre Joaquim Teixeira Silva Amaral. Trata-se de uma construção ao gosto da época, com sabor revivalista neo-românico. Este templo caracteriza-se pela boa combinação dos elementos de inspiração românica e as necessidades contemporâneas. A volumetria da fachada é marcada pela imponente torre sineira central, precedida por pequena escadaria de acesso ao portal nobre. Este é constituído por arco de volta perfeita, contornado por composição rendilhada, encimado por frontão triangular e rematado por cruz latina. Segue-se-lhe o pano intermédio, composto por elevado vão em arco de volta perfeita, encerrando no tímpano o relógio. Este é separado inferiormente por moldura denticulada; abaixo dela abre-se um óculo, sob o qual está uma janela geminada, também em arco "românico", enquadradas por arco pleno. À altura destas janelas rasgam-se duas frestas laterais, encimadas por um arco de volta perfeita. Os corpos laterais terminam em frontão retilíneo que enquadra a torre, sobre friso entrelaçado e com o centro a cheio.
A torre quadrangular apresenta três aberturas em cada face, enquadradas por molduras ressaltadas e ornadas com o mesmo tipo de friso. As ventanas desenvolvem-se em arcaria nos panos da torre e os ângulos são vincados por cunhais fenestrados, rematados por pináculos em socalcos. A coroar o coruchéu piramidal encontra-se uma imagem da Virgem Maria. Lateralmente, rasgam-se largos óculos colocados nos topos dos transeptos. Os vitrais das janelas são do século XX (1949), da autoria de Silvério Vaz, com a colaboração do arquiteto Inácio de Sá.
Interiormente, o templo projeta-se em nave única e ampla que se desenvolve, lateralmente, por uma arcaria. Esta, na zona inferior, estabelece capelas, abrindo-se no piso superior diversas janelas. É de salientar a segunda capela do lado direito pelo Cristo crucificado de grandes dimensões, uma notável escultura de madeira policroma da autoria de Teixeira Lopes. Na sua concepção estilística, esta imagem filia-se numa outra idêntica que está na Casa-Museu de Gaia. O Cristo crucificado tem como pano fundeiro uma excelente tela do pintor Joaquim Lopes, onde trata de diferente forma o tema das Almas do Purgatório - à direita, um anjo a libertá-las e, à esquerda, a Senhora do Carmo a interceder por elas.
Merecedora de atenção é também uma escultura quatrocentista de pedra de Ançã, de oficina coimbrã, representando S. João Evangelista e que está posta na sacristia.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Espinho de 1899 a 1973


No dia 21 de Setembro de 1899 foi instalada provisoriamante a primeira Câmara Municipal no prédio da rua 19 nº 393, onde hoje se encontra a farmácia Higiene. A eleição da vereação, acabou por eleger presidente o Dr. António Augusto Castro Soares e vice-presidente Henrique Pinto Alves Brandão.
O concelho ficou limitado à freguesia de Espinho até 11 de Outubro de 1927, data em que o DL nº 12457 publicou a anexação das freguesias de Guetim, Anta, Nogueira da Regedoura, Silvalde, Oleiros, Paramos e Esmoriz. Todavia o DL nº 15395, de 14 de Abril do ano seguinte, desanexou as freguesias de Nogueira da Regedoura, Oleiros e Esmoriz, que voltaram a pertencer aos seus anteriores concelhos.
Os primeiros responsáveis pela administração do concelho entraram no século XX determinados a prosseguir, sem tibiezas, a luta pela valorização que a todos animara na curta mas notável história da promissora praia.
Logo no dia 6 de Janeiro de 1901 é publicado o primeiro número do jornal "A Gazeta de Espinho"
No dia 11 seguinte a Junta de Freguesia de Espinho apresentou ao Governo o pedido formal da criação da Comarca de Espinho, o que, apesar de insistentes diligências nas décadas seguintes, só foi conseguido em 1973!
A planta geral da Vila, da autoria do Engº Bandeira Neiva, demarcava novas ruas e avenidas, melhorando a da autoria de Bandeira Coelho.
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Os Bombeiros Voluntários de Espinho passaram a ser Associação Humanitária com personalidade jurídica.
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As principais ruas começaram a ser empedradas e arborizadas e em Março havia verba para a construção de um edifício escolar para ambos os sexos.
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Electricidade
Espinho foi uma das primeiras terras portuguesas a ter electricidade a partir de um gerador instalado no Hotel Bragança, onde um reclame luminoso das conservas Brandão, Gomes & Cª, instalado na fachada, constituiu uma justificada curiosidade para a época.
Em Março de 1901 a rua Bandeira Coelho (actual rua 19) era iluminada electricamente a nascente da via férrea até à 18, por iniciativa de João Baptista Carvalho, proprietário do Teatro Aliança.
Durante a época balnear a baixa espinhense também passou a ser iluminada por iniciativa particular, o que lhe conferiu um atractivo especial naquele tempo.
A partir de 15 de Julho de 1909 já todas as ruas existentes tinham focos eléctricos durante as primeiras horas da noite. Só a partir de 18 de Dezembro de 1911 a iluminação passou a fazer-se toda a noite.
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Saneamento
A substituição das fossas sumidouras pela rede de saneamento em Espinho começou a ser feita em 1911.
A rede pública de saneamento foi iniciada na década de 50 e só ficou completada na década seguinte
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Carne
O abastecimento de carne a Espinho em meados do século passado era feito a partir do matadouro da Vila da Feira. Só em 1876 a Câmara da Feira decidiu construir um pequeno matadouro em Espinho, devido ao aumento da população, durante a época balnear, no extremo norte da rua 16, atrás do cemitério. Com o tempo, a pouca capacidade e falta de condições modernas de higiene do edifício, a Câmara de Espinho deliberou a construção de um novo matadouro na estrada do Golfe, inaugurado em 21 de Setembro de 1941.
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Vida cultural
Antes de 1900 a família de comediantes de nome Lentini vinha a Espinho de Verão. Montava um barracão de madeira e lona, com plateia desmontável e levava à cena peças populares como o "Amor de Perdição", "A Rosa do Adro" e o "Zé do Telhado".
Existiu também pela mesma altura o Moulin Rouge, um pequeno teatro situado num prédio ao fundo da avenida 8, entre as ruas 19 e 31.
Também esteve em actividade na rua 16 nº 27, em 1915, um Teatro Infantil
No inicio do século começaram a exibir sessões dois cinematógrafos na avenida 8: o Avenida em 1908, que dispunha de geral, plateia e balcão, onde passou o primeiro filme sonoro "O cantor Louco", em 1929; e o Peninsular, que abriu dois anos mais tarde no rés do chão da Assembleia Recreativa.
O Teatro Aliança foi a primeira casa de espectáculos de teatro a ser construída em Espinho. Situava-se na esquina norte poente das ruas 19 e 16, com entrada principal para a rua 19.
A sua inauguração foi no dia 20 de Agosto de 1890 com a peça de Carlos de Moraes, "A Falsa Adúltera"
Em 11 de Agosto de 1896 foi exibida a primeira sessão do cinematógrafo, a que se seguiram outras.
Junto situava-se o jardim High-Life, mais conhecido pelo Jardim do Teatro, um recinto arborizado e com um coreto. Mais tarde foi equipado com um campo de ténis e outro de patinagem, o Cine Jardim Recreio, uma "pataqueira" e uma casa de jogo. Em 1910 começou a chamar-se o "Paraíso de Espinho".
Em fins da década de 20 foi encerrado por necessitar de obras, estando fechado até 16 de Julho de 1933.



Jogo
No ano de 1865, já Espinho possuía 13 tabernas, que devem ter sido os primeiros casinos de Espinho.
Mesmo quando o jogo era proibido, não faltavam casas em Espinho
Muito tem contribuído o Jogo para a vida de Espinho, pois que emprega muita gente, que aqui passa a fazer a sua vida, além da animação que traz à praia, com as suas salas de jogo, dancing com variedades, cinema e salão nobre, para concertos e baile.


Batalhas das flores
As Batalhas das Flores, foram nas décadas e dez e vinte, o grande cartaz de Verão de Espinho.
Constavam de um cordo na Avenida, com carros enfeitados a rigor, geralmente da melhor sociedade de Espinho e seus frequentadores, que animavam a festa com a sua graça e juventude.
As Batalhas das Flores eram organização dos Bombeiros Voluntários de Espinho.


O Mar
1ª invasão do mar - 9 de Março de 1869
Entre 1869 - 1871- 1874 o mar avançou 95 metros
Até 1913 - o mar avançou mais de 90 metros



sexta-feira, 11 de novembro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

Fabrica Brandao Gomes & Cª

FÁBRICA BRANDÃO, GOMES & C.ª
Em 1894, Alexandre Brandão, Henrique Brandão e Augusto Gomes constituem a sociedade Brandão, Gomes & Cª.
A qualidade, diversidade e apresentação das conservas Brandão Gomes, proporcionada por um bom apetrechamento tecnológico, levaram a uma rápida afirmação nos mercados internacionais e, em particular, no Brasil onde tiveram grande aceitação.
A necessidade de aumentar a capacidade de produção de conservas de peixe e assegurar um acesso mais regular de peixe fresco levou a empresa a estabelecer fábricas filiais nos portos piscatórios de Matosinhos (1904) e Setúbal (1911) ou em mercados abastecedores pouco explorados como era o caso de S. Jacinto (1909).

TRABALHO
Nas épocas de maior movimento trabalhavam na fábrica de Espinho cerca de 400 indivíduos, com particular saliência para raparigas menores e sem qualquer escolaridade. Em 1910, apenas 25 dos seus trabalhadores sabia ler. Tinham na sua maioria uma origem piscatória e, no caso das mulheres e raparigas, a retribuição monetária era destinada a complementar os rendimentos dos respectivos agregados familiares.

PRODUTOS
As conservas de sardinha constituíam a principal produção das unidades fabris Brandão Gomes. Comercializada em latas de diferentes tamanhos e dimensões, a sardinha era apresentada nas mais diversas variedades.
A introdução de novos produtos de acordo com a divisa melhorando sempre, levou a empresa à exploração de todos os segmentos de mercado das conservas alimentícias. A sua actividade produtiva estendia-se a uma grande variedade de peixes, mariscos, carnes, aves, caça, legumes, frutas em calda, geleias, marmelada e queijo da serra.
A ampliação das primitivas instalações permitiu a produção de legumes em mostarda ou vinagre e do môlho d’Espinho. Em 1908 surgia o azeite enlatado e comercializado sob a marca Brandão Gomes.

ARTES
A Arte da Xávega é um sistema de pesca artesanal caracterizado por possuir um aparelho de arrasto demensal que, na nossa costa, é lançado pelo barco de mar. A partir da praia, desloca-se até distâncias consentidas pelo aparelho e à praia regressa, iniciando-se a designada pesca de arrasto ou da xávega, a qual se pratica com o recurso a um grande barco e a uma grande rede (arte grande). Não é o barco, mas sim o aparelho de arrasto que dá o nome à arte.

COMPANHAS
Durante muito tempo, a Arte da Xávega foi um agrupamento de pescadores sujeito a usos e costumes tradicionais sob a chefia de um governo, dedicando-se à faina do mar, e que tomou, no decorrer do tempo, vários nomes: chinchorro, companha e sociedade de pesca. Um processo de pesca artesanal que designava uma agremiação formada por sociedades com capitais realizados ou individuais.

FAMÍLIA
A Arte Grande, assente numa técnica com características peculiares (redes e embarcações), é moldada por um tipo humano original que desenvolveu uma forma particular de organização social. O vareiro, a varina e os filhos, compõem uma família que tinha na pesca a sua principal fonte de sustento.